A crise pode ajudar a melhorar a segurança de TI de sua empresa

Momentos de instabilidade são uma grande oportunidade para as companhias reconsiderarem seus investimentos.

Em um cenário de crise econômica, que afeta não apenas o Brasil, mas vários países na América Latina e em outras partes do mundo, surge uma oportunidade para usar o que está na nossa natureza de latino-americanos: a capacidade de aguçar os sentidos, aproveitar nossa criatividade e visualizar oportunidades nos recursos limitados disponíveis. Ou, como gostam muito de dizer os diretores da área financeira das empresas, “fazer mais com menos”. Para isso, é necessário deixar para trás os preconceitos e ideias que só servem para manter a imobilidade. A crise pode ser justamente o momento de ruptura que provoca mudanças e cria novas oportunidades de inovação. Como?

Nos últimos anos, certos fatores como a maturidade (que está avançando aos poucos nas organizações na América Latina), consideráveis avanços tecnológicos na capacidade de computação e novas abordagens comerciais permitiram que muitas organizações na região conseguissem repensar a sua estratégia de seleção e investimento, alcançando grandes benefícios em sua competitividade e rentabilidade como uma empresa. Veja, abaixo, algumas das práticas realizadas pelas áreas de tecnologia e negócios de empresas que conseguiram usar a crise para melhorar a sua estratégia de segurança de TI na América Latina:

1. Promova a conscientização organizacional sobre a urgência em cortar custos e se adaptar a novos ambientes operacionais. Isso pode parecer trivial, mas é o início de uma grande mudança e que, com ações posteriores, resultam em uma melhoria substancial na estratégia operacional e arquitetura de segurança utilizada atualmente.

2. Avalie, avalie, avalie.É importante sair de sua zona de conforto e ter a oportunidade de aprender novas tecnologias, além das que atualmente condicionam suas decisões. Vale construir um caso de negócios com o apoio do seu fornecedor e justificar as suas decisões em uma análise adequada de custo-benefício, indo além da mera referência com base em relatórios de analistas. Questione: “quais benefícios tangíveis podem ter o uso desta tecnologia em meu cenário?”

3. Pare de pensar em soluções específicas e abra a porta para arquiteturas e propostas com base na consolidação (agrupamento de várias funcionalidades em uma única solução), para ajudar a reduzir os custos de hardware, energia, espaço, gestão etc. e melhorar substancialmente o desempenho ea interoperabilidade de seus ambientes de TI. Hoje, ninguém pensa, por exemplo, em impressoras que só imprimem ou redes que só transportam voz.

4. Compreenda e questione as políticas de licenciamento de seus fornecedores para os gastos iniciais e os custos por ano. A oferta tecnológica tem crescido, bem como a criatividade e a capacidade de alguns fabricantes para tornar mais competitiva a adoção de suas plataformas por meio de planos de licenciamento e não por número de usuários, como é frequentemente o caso com tecnologias de segurança tradicionais. Ao fazer “mais do mesmo”, você estrangula os orçamentos e mina a relação entre as áreas de tecnologia e finanças.

5. Investigue seus fornecedores sobre a capacidade de execução e sua história no país e na região. Avalie as credenciais de pessoal, número de representantes, os níveis de suporte e experiência, rede de parceiros, oportunidades educacionais, serviços profissionais, capacidade de se replicar ambientes de produção da vida real, base instalada etc. Tudo isso com foco no país onde sua empresa está localizada.

Concluímos que a América Latina é uma região de grandes desafios na qual sempre vivemos com incerteza política, econômica, flutuação na taxa de câmbio etc. É comum encontrar relatos de analistas com dados muito diferentes sobre o posicionamento em nossa região a respeito do que acontece em lugares como a Europa ou os Estados Unidos. Por conta disso, da próxima vez que você ler um desses relatórios de mercado, assegure-se que ele seja aplicável a seu país ou região e assim possa comparar sempre “maçãs com maçãs”.

*Gilberto Vicente é diretor de marketing para a América Latina da Fortinet, fabricante de soluções de segurança de rede.

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