Déficit de profissionais de cibersegurança deve chegar a 3,5 milhões em 2021

Explosão do crime cibernético deve triplicar o número de vagas na área de cibersegurança a serem preenchidas ao longo dos próximos cinco anos.

Um novo relatório divulgado pela Cybersecurity Ventures estima que haverá 3,5 milhões de vagas na área de segurança cibernética em 2021, na comparação com 1 milhão de postos de trabalho abertos no ano passado. Grande parte dessas vagas, porém, não será preenchida devido ao déficit de profissionais na área. As taxas de emprego nos Estados Unidos e na Índia comprovam a crise de mão de obra em cibersegurança.

Neste ano, o número de empregos em segurança cibernética nos EUA deve chegar cerca de 780 mil, sendo que aproximadamente 350 mil vagas foram abertas recentemente, de acordo com o CyberSeek, projeto apoiado pela National Initiative for Cybersecurity Education (NICE), um programa do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, na sigla em inglês), ligado ao Departamento de Comércio dos EUA.

O número atual de vagas em segurança cibernética abertas nos EUA é maior que os 209 mil postos gerados em todo o ano de 2015. Naquele ano, as ofertas de trabalho ficaram acima de 74% em relação aos cinco anos anteriores, de acordo com a Peninsula Press que analisou os números do Birô de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Nesse ritmo, o país deve chegar a meio milhão ou mais postos de trabalho em cibersegurança não preenchidos em 2021.

A Associação Nacional das Empresas de Software e Serviços (Nasscom) dos EUA estimou recentemente que a Índia vai precisar de 1 milhão de profissionais de cibersegurança em 2020 para atender às demandas de sua economia em rápido crescimento.

A busca por profissionais de cibersegurança na Índia vai aumentar em todos os setores devido ao crescimento sem precedentes do número de ataques cibernéticos, de acordo com a Nasscom. Apesar de ter o maior arsenal de talentos em tecnologia de informação do mundo, a Índia é pouco provável que consiga formar o número de profissionais suficiente para preencher o gap existente de especialistas em segurança cibernética.

“Cada posição de TI agora é também uma posição de segurança cibernética”, de acordo com o relatório Cybersecurity Jobs Report 2017. “Cada profissional de TI, cada operador de tecnologia, precisa estar envolvido com a proteção e defesa de aplicativos, dados, dispositivos, infraestrutura e pessoas”, diz o estudo. Se isso for verdade, então a escassez de mão de obra em cibersegurança será pior do que os números sugerem.

Custos dos crimes cibernéticos

A previsão é que os crimes cibernéticos no mundo devem gerar perdas de US$ 6 trilhões em 2021, contra US$ 3 trilhões em 2015. Isso inclui danos e destruição de dados, dinheiro roubado, perda de produtividade, roubo de propriedade intelectual, roubo de dados pessoais e financeiros, desfalque, fraude, interrupção de negócios, investigação forense, restauração e exclusão de dados hackeados e sistemas, entre outros.

Por último, mas não menos importante na lista de demandas geradas pelos crimes cibernéticos, está o aumentado da procura por ciber defensores, em um mercado já escasso de talentos. Na verdade, a falta de profissionais de cibersegurança qualificados pode ser o maior risco cibernético entre todos.

O lado positivo dessa falta de especialistas é a oportunidade para provedores de serviços gerenciados de segurança (MSSPs) e, por sua vez, para novos candidatos. Os MSSPs poderão se beneficiar de uma reserva de talentos, sem ter de arcar com o custo de localizar, recrutar e treinar novos profissionais.

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